Lembra-te que és pó e ao pó hás de retornar.

Por Vinicius Vergílio
Seminarista da Teologia

A quaresma se inicia com a Quarta Feira de Cinzas, dia em que a Igreja solicita o jejum e a abstinência como marca de um tempo penitencial, de conversão. As cinzas possuem um caráter simbólico que remetem à fragilidade da vida humana: o homem, formado do pó da terra e que cujo ser foi Quaresma-Desertorecebido pelo sopro da vida de Deus, voltará ao pó por causa da morte, consequência do pecado. Não é um tempo de tristeza, mas, pelo contrário, é um tempo que deve ser entendido à luz da fé, que o próprio Cristo ensinou e viveu: “De fato, que aprovezitará ao homem ganhar o mundo inteiro mas arruinar sua vida? ” Jesus em diversas ocasiões mostra a brevidade da vida do homem, sua fragilidade e a necessidade da busca a Deus. A figura do pó também não só lembra a fraqueza da vida humana, como também faz entender a fugacidade das coisas terrenas que são cinzas em comparação aos bens celestes prometidos por Jesus, onde “a traça não corrói e nem os ladrões roubam” e que darão a felicidade plena ao coração inquieto do homem.

Além disso, a Igreja propõe três práticas para crescimento na virtude e na graça, tornando o cora
ção humano livre de todo tipo de idolatria. São elas: esmola, jejum e oração.

A esmola relaciona-se à virtude da caridade que “apaga uma multidão de pecados”. É ver o Cristo no irmão necessitado e ato que exercita nosso coração ao desapego dos bens materiais. A esmola não é somente ajudar materialmente alguém, mas também prestar um serviço, pequeno ou grande, aos que convivem conosco.

O jejum remete à virtude da temperança, para vivermos com sobriedade os dons que Deus nos dá e ensina-nos a não colocar as coisas de Deus no lugar de Deus. Não se trata apenas da comida, mas também de objetos e pessoas.

Por fim, a oração, fonte essencial para a vida espiritual que aproxima o homem de Deus e o torna apto para ver as coisas do alto e a também para enxergar a vontade de Deus.

Jesus convida-nos nesta quaresma a acompanha-lo mediante a conversão dos nossos corações, distinguindo o que é essencial do que não; o que é eterno do que é passageiro; e sobretudo para amá-lo cada vez mais.

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