Coração imaculado de Maria, refúgio certo

Coração imaculado de Maria, refúgio certo

As aparições de Nossa Senhora em Fátima – Portugal (1917) trouxeram muitas graças e conversões ao redor do mundo todo, guerras foram cessadas, invasões e perseguições interrompidas, catástrofes impedidas e tantas outras feitos que nem podemos mensurar e levaríamos dias escrevendo. Por diversas vezes o mundo fora consagrado à Nossa Senhora pelas mãos dos Papas, a Virgem Santíssima pedia com insistência, consagrem-se ao meu Imaculado Coração.

Em sua segunda aparição no dia 13 de junho de 1917, Maria diz aos pastorinhos: “E tu? Sofres muito? Não desanimes. Eu nunca te deixarei. O Meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá a Deus.”, neste trecho extraído do livro memórias da Irmã Lúcia, escrito por ela mesma, deixa-nos claro a sua poderosa intercessão sobre todos os seus filhos que estão refugiados dentro do seu Imaculado Coração e, reafirma, que ela é um caminho seguro que nos conduz a Deus.

São Luís Maria Grignion de Montfort confirma isto em seu Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria “(Maria)… é muito mais necessária aos homens para chegarem ao seu fim último”, em outro trecho ele irá reafirmar: “Se a devoção à Virgem Santíssima é necessária à todos os homens para conseguirem a salvação, é ainda mais para aqueles que são chamados a uma perfeição particular”.

Não nos resta dúvida portanto do quão valioso é se consagrar à Virgem Maria, esse é o desejo do coração Deus, que, através da Santíssima Virgem, disse por diversas vezes nas suas aparições: “Ele quer estabelecer no mundo a devoção a Meu Imaculado Coração…” (memórias da Irmã Lúcia). Atendendo as preces de Nosso Senhor, o Papa São João Paulo II sente à necessidade em renovar a consagração da humanidade e do mundo a Nossa Senhora de Fátima: “Oh quão profundamente sentimos a necessidade de consagração pela humanidade e pelo mundo: pelo nosso mundo contemporâneo, em união com o próprio Cristo”.

Pouco mais de 100 anos das aparições, o mundo volta a viver uma grande perturbação, desta vez não será através das guerras mundiais, mas de uma pandemia que tem assolado toda a humanidade. O Covid-19 já fez mais de 200 mil vítimas fatais e mais 3 milhões de infectados no mundo todo. O desespero tem tomando conta de muitas famílias que estão perdendo seus empregos, entes queridos, passando por necessidades materiais, físicas e até mesmo mentais devido a reclusão e o pior, privadas de frequentar igrejas e participar dos sacramentos.

Neste tempo de profundo recolhimento, sofrimento e dor precisamos olhar para os pastores de Fátima que não se desesperaram com a mensagem do sofrimento, porém as palavras entraram nos seus corações e fizeram compreender quem era Deus, “nos amava e queria ser amado, o valor do sacrifício e como ele Lhe era agradável, como, por atenção a ele, convertia os pecadores…” (memórias da Irmã Lúcia).

Agora não é tempo de questionarmos Deus e o acusarmos de todo mal que nos aflige, estamos em tempo de reaprender o valor do sofrimento, do quanto ele nos aproxima de Deus que é sempre amor, Ele quer sempre o bem dos seus filhos e, portanto, se permite uma correção é para o seu próprio bem.

É fato que a humanidade tem se esquecido dEle, lembra apenas quando está necessitada, precisando de algo, porém, Ele em seu infinito amor nos corrige e quer que o amemos não por aquilo que Ele pode nos oferecer, mas por aquilo que Ele É e, desta maneira, salvemos as nossas almas, “com efeito, que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e arruinar sua própria vida?” (Mc, 8,36)

Papa emérito Bento XVI nos recordou em sua viagem à Fátima no dia 11 de maio de 2010“devemos re-aprender precisamente estas coisas essenciais: a conversão, a oração, a penitência e as virtudes teologais. Assim respondemos que somos realistas ao esperar que o mal ataca sempre; ataca do interior e do exterior, mas que também as forças do bem estão presentes…”. Conversão, oração, penitência e virtudes, palavras que caíram em desuso nos dias atuais, por isso, mais uma vez a Virgem Mãe de Deus vem em nosso auxílio e nos faz recordar a necessidade de nos consagrarmos a ela, nos recorda do poder que a oração tem,as penitências, os jejuns, por nós e pelos seu filhos que estão se perdendo longe de Deus.

Esta consagração não pode ser vivida de forma leviana, ela deve nos levar a uma verdadeira conversão do coração, uma verdadeira mudança de vida, nossos sacrifícios e dores então precisam ser transformados em amor. O Papa emérito nos alerta que o mal ataca sempre…ataca do interior e do exterior, não cabe a nós escolhermos se vamos sofrer ou não, cabe a nós decidirmos se vamos transformar o sofrimento em amor, como ensinou Nossa Senhora de Fátima aos pastores.

Não podemos desanimar, muito menos nos entregarmos aos nosso medos, solidão, desesperos, preocupações, com confiança voltemos nosso olhar as palavras de Bento XVI “Senhor é mais forte do que o mal, e Nossa Senhora é para nós a garantia visível, materna, da bondade de Deus, que é sempre a última palavra na história”. Como ela mesmo disse em suas revelações, “por fim, o Meu Imaculado Coração Triunfará…” (memórias da Irmã Lúcia), esta deve ser para nós hoje a certeza que nos move, a esperança de continuarmos nossa caminhada rumo a Deus, a alegria em sabermos que temos uma mãe que cuida dos seus filhos!

Rogai por nós Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo! Amém.

Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!Gallo Foto

Seminarista Luis Gallo .

MONTFORT, São Luís Maria Grignion de. Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem. 29ª edição. 2001.

DE JERUSALÉM, Bíblia. Nova edição, revista e ampliada. São Paulo: Paulus, 2002.

http://www.vatican.va/content/benedict-xvi/pt/speeches/2010/may/documents/hf_ben-xvi_spe_20100511_portogallo-interview.html

 


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